Foi aprovado, por unanimidade, nesta segunda-feira (2), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um pedido, a ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no inquérito que realiza apurações quanto a disseminação de fake news sobre as urnas eletrônicas. A justificativa para a apuração são os ataques recorrentes, feito pelo presidente, ao sistema eleitoral brasileiro e os mecanismos utilizados no pleito.

Na mesma sessão do TSE também foi aprovada, por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo relativo aos ataques à validade das eleições. O intuito é que se investigue crimes de corrupção, fraude, propaganda extemporânea, condutas proibidas e abuso de poder político e econômico quando esses ataques são feitos.

A aprovação de ambas as medidas ocorreu na retomada dos trabalhos do TSE após o período de recesso, em julho. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, se pronunciou sobre as ocorrências dizendo que a ameaça à realização das eleições trata-se de uma “conduta antidemocrática”.

Além destas duas medidas, ainda na segunda (2) ocorreu, também, a divulgação de uma nota em defesa do atual modelo de eleições do Brasil, assinada por ex-presidentes do TSE desde o ano de 1998, incluindo Barroso, atual presidente, e o vice, Edson Fachin. Nessa nota, os ministros afirmaram que a contagem manual dos votos corresponderia a um regresso a “fraudes generalizadas” nos pleitos.

Durante os últimos dois anos, Bolsonaro vem afirmando, reiteradamente, que ocorreram fraudes nas eleições de 2018, mesmo sem apresentar provas. Na semana anterior, o presidente realizou uma live para apresentar tais provas, mas na mesma ocasião, acabou admitindo não as possuir, convocando os que discordam à apresenta-las.

(Com informações do G1)