O agronegócio brasileiro segue como pilar da economia, com avanços nas exportações e tecnologia, mas enfrenta desafios climáticos e financeiros. Em abril, as exportações de soja para a China cresceram 32%, aproveitando a guerra comercial entre EUA e China. O Brasil também ampliou laços com Vietnã e Irã, enquanto empresas chinesas planejam novos investimentos no setor.
A safra de laranja 2024/2025 caiu 25% em São Paulo e Minas Gerais, a menor desde 1989, devido ao clima e ao greening. Já a soja teve safra recorde, mas há risco de escassez interna no segundo semestre. O café arábica atingiu US$ 4 por libra-peso, refletindo preocupações com a produtividade de 2025.
Financeiramente, o setor enfrenta alta de 138% nas recuperações judiciais em 2024, com crédito rural caro e restrito. Na Agrishow 2025, negócios somaram R$ 15 bilhões, com produtores buscando consórcios e financiamentos acessíveis. O governo promete medidas do Banco Central para prorrogar custeios agrícolas.
A tecnologia avança com fazendas robotizadas e agricultura digital, mas faltam trabalhadores qualificados. Na sustentabilidade, pesquisas reduzem emissões na pecuária, e o STF determinou que desmatamento ilegal pode levar ao confisco de terras. A estabilização do plantio de arroz e feijão garante oferta interna, mas ovo, café e tomate pressionam a inflação.
A Tecnoshow Comigo gerou R$ 10 bilhões em negócios, destacando o dinamismo do Centro-Oeste. O agronegócio brasileiro segue resiliente, mas precisa superar gargalos para manter sua competitividade global.

