Uma operação da Polícia Civil contra o roubo e receptação de cargas nas estradas goianas prendeu em flagrante o ex-prefeito de Indiara, no sudoeste do estado, Osvaldo Jesus Novais e o filho dele por envolvimento num esquema de receptação de produtos roubados em vários estados brasileiros. A Polícia Civil apreendeu 25 mil toneladas de pluma de algodão guardadas em um galpão do filho do político.

Segundo o delegado que investiga o caso, Alexandre Bruno Barros, o ex-prefeito é apontado como o líder da suposta organização criminosa e filho dele seria o “laranja”. O político pode responder na Justiça de Goiás por receptação e associação criminosa. a empresa da família foi multada em R$ 2 milhões por sonegação fiscal.

“Ele organizou todo o esquema delitivo. Digo isso porque não há o furto da carga sem a figura do receptador. O filho figurou, inicialmente, como laranja. Ele adquiria a carga pelo valor aproximado de R$ 80 mil e revendia a preço de mercado, então o lucro era exorbitante”, descreve o delegado.

A prisão do ex-prefeito ocorreu depois que a polícia monitorou uma carga roubada no Mato Grosso do Sul, na semana passada em Mato Grosso do Sul. Dois assaltantes foram presos quando voltavam para o estado.

O tenente da Polícia Militar Dieison do Carmo relata que os dois assaltantes deixaram a carga de algodão em Indiara e retornavam para casa com o veículo vazio, mas admitiram envolvimento no esquema no momento da prisão.

“Foram encontrados aparelhos bloqueadores de sinais e os dois indivíduos que cometeram o roubo”, relata o tenente.

Ex-prefeito de Indiara Osvaldo Jesus Novais preso em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ex-prefeito de Indiara Osvaldo Jesus Novais preso em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Investigação

A Polícia Civil calcula que no tempo em que o grupo agiu, foram compradas mais de 20 cargas roubadas em São Paulo , Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins.

Fiscais do governo goiano descobriram que a organização comprava notas para legalizar a carga roubada.

“De todas as formas eles se beneficiavam, não pagavam nada na saída porque compravam notas com crédito e esquentavam a mercadoria com a nota fiscal”, explica o delegado fiscal Gerson de Almeida.