Denúncia de um morador sobre o asfalto de Caçu, município a 330 quilômetros de Goiânia, vira alvo de investigação do Ministério Público de Goiás. Segundo a denúncia, o recapeamento asfáltico aplicado na cidade teria sido de má qualidade, já que acabou sendo levado pela chuva e propiciando aparecimento de buracos.

De acordo com Hallyson Hedhen Resende Paniago, autor da denúncia, o caso teve início ainda em 2017 com a cobertura asfáltica realizada em cima das ruas com calçamento de pedra na cidade. Ele diz que aquele primeiro asfalto se desfez com as chuvas. Não bastasse a má qualidade, na visão dele, a prefeitura retirou o recapeamento para fazer galerias pluviais.

Cobertura de pedra foi retirada para fazer galerias pluviais. Vias ainda não foram recapeadas (Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)

Após finalizar as galerias pluviais, de acordo com Paniago, a Prefeitura deixou de realizar nova aplicação de massa asfáltica. “Agora ficamos sem o calçamento de pedras e sem o asfalto. Fica essa situação. As ruas viraram lamaçal”, disse Hallyson.

A denúncia ainda aponta que houve contratação de uma empresa de TV, no valor de R$ 10 mil, por parte da prefeitura para fazer reportagem da inauguração da obra.

Investigação

A promotora de Justiça de Caçu, Sílvia Maria Apostólico Alves dos Reis, desmembrou a denúncia em ações. A primeira para averiguar se houve quebra do princípio da impessoalidade do serviço público, pela suposta contratação da empresa de TV. Esse procedimento deve virar ação civil pública.

Já a outra ação é para averiguar a procedência das denúncias sobre a qualidade do asfalto. No entanto, conforme explica a promotora, é preciso fazer um levantamento com técnicos e peritos. Procedimento que demora. “Avaliar a qualidade de asfalto e a espessura devem ser feitas com engenheiros e técnicos. Estamos aguardando a disponibilidade do corpo técnico do MP para fazê-lo. É bom salientar que já tive denúncias parecidas, em condições semelhantes, que se mostraram dentro das normas. É preciso aguardar”, diz Sílvia Alves.

Fonte: Mais Goiás